terça-feira, 5 de maio de 2015

Câmera permite que cegos leiam sem saber braille


Um protótipo de câmera desenvolvido no laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) pode ajudar cegos que não sabem ler em braille.

A câmera, chamada FingerReader, fica acoplada sobre o dedo do usuário e possui uma série de sensores que "leem" o texto na página para o leitor. Enquanto o dedo do utilizador passa ao longo de uma linha de texto, ela gera o áudio correspondente em tempo real.

Segundo o CNET*, o dispositivo depende dos algoritmos associados à câmera. Quando o usuário coloca o dedo na página, no início de uma nova linha, estes algoritmos fazem diversas suposições sobre onde está linha de base do texto, com base na densidade - letras ascendentes e descendentes de um texto são menos densas do que a mediana.

"Você realmente precisa ter uma forte ligação entre o que a pessoa ouve e onde a ponta do dedo está", disse Roy Shilkrot, estudante de graduação do MIT, coautor no estudo junto ao estudante de pós-doutorado Jochen Huber. "Para os usuários com deficiência visual, esta é uma tradução. É algo que traduz o que quer que o dedo veja para áudio. Eles realmente precisam de um feedback rápido e em tempo real para manter esta conexão", afirmou.

O dispositivo também pode ajudar outras pessoas que não possuem deficiência visual, de acordo com Shilkrot. "Desde que começamos a trabalhar nisso, tornou-se óbvio para nós que quem precisa de ajuda com leitura também pode se beneficiar", disse ele. "Recebemos muitos e-mails e pedidos de organizações, mas também de pais de crianças com dislexia, por exemplo".

Para o protótipo, o FingerReader foi ligado a um laptop sobre os quais estes cálculos foram feitos, mas a equipe de pesquisadores agora está desenvolvendo uma versão do software de código aberto que poderá ser executada em telefones com Android.

Por Karen Carneti - INFO Online

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sucessor do Internet Explorer se chama Microsoft Edge


A Microsoft anunciou hoje o navegador que vai suceder o Internet Explorer. O software, que era conhecido pela alcunha de "Project Spartan" enquanto estava em desenvolvimento, se chama Microsoft Edge. As informações foram reveladas em um evento da empresa para desenvolvedores em San Francisco hoje. 

De acordo com a Microsoft, o Edge é um navegador focado em produtividade. Seu nome se refere a "estar na fronteira entre consumir e criar". O nome deriva também da engine de renderização que a Microsoft utiliza no Windows 10 (EdgeHTML). Ele permite ao usuário realizar anotações nas páginas visitadas, oferece um modo de leitura sem distrações, e traz também a assistente virtual da empresa, a Cortana. 

Além disso, o navegador também é capaz de usar extensões, como o Chrome e o Firefox. Durante o evento, a Microsoft mostrou o Edge utilizando, "com apenas algumas mudanças", uma extensão feita originalmente para o navegador do Google. O gerenciamento das extensões é semelhante ao do Chrome, com um ícone na barra superior. 

A Microsoft pretende continuar oferecendo suporte para o Internet Explorer para empresas que utilizam o navegador. O Edge, no entanto, será o navegador padrão do Windows 10. 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

4 dicas para passar uma boa imagem nas redes sociais


Ser carismático e postar apenas informações verdadeiras são requisitos fundamentais para quem quer ganhar visibilidade positiva na internet.
Da Redação da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

As redes sociais são uma ferramenta poderosa para quem quer divulgar uma marca ou se tornar referência em algum assunto. No online, as pessoas se comportam de forma diferente e, muitas vezes, isso pode refletir de forma negativa na imagem do seu negócio.

Neil Patel, especialista em marketing digital, fez uma lista para o site Entrepreneur de algumas características positivas que você deve usar em seu perfil nas redes sociais. Ele também destaca que as boas práticas que podem ser adaptadas para a vida offline.

1. Carisma
As pessoas admiram quem é simpático no dia a dia. Da mesma forma, elas gostam de perfis que tenham essa mesma característica.

Você nunca vai conseguir se comunicar de forma tão completa no ambiente digital quanto ao vivo.  Isso acontece principalmente porque não há recursos como linguagem corporal, por exemplo. Mesmo assim, é possível ser carismático online.

Escreva de forma simples e evite responder comentários apenas com abreviações. Pode não ser sua intenção, mas há o risco de as pessoas interpretarem sua mensagem como grosseira.

Use emoticons casualmente para ajudar a criar simpatia. Evite escrever todas as palavras em letra maiúscula. Isso incomoda os outros e você pode acabar perdendo muitos seguidores nas redes sociais.

2. Credibilidade
A internet está cheia de informações falsas. Diariamente nos deparamos com histórias fantásticas que não passam de mentiras.

As redes sociais são um dos maiores mecanismos de busca de informação. Seus usuários estão sempre esperando por um conteúdo verdadeiro, que informe.

Quando compartilhar algo, tenha certeza de que aquelas informações são totalmente verdadeiras e confiáveis. Verifique sempre os fatos que você compartilha. Se alguém perceber que sua informação é falsa, aos poucos as pessoas vão perder a confiança em você.

3. Educação
A internet é um local cheio de usuários agressivos prontos para falar mal de você ou para postar comentários de ódio. Quem perde a paciência e acaba entrando em brigas pode sair com a imagem prejudicada.

A melhor forma de rebater comentários negativos é usando o bom humor e mostrando que você está disposto ao diálogo. Isso vai fazer com que você ganhe admiração da sua audiência.

4. Profissionalismo
Misturar o pessoal com o profissional é um erro muito comum em redes sociais. Escrever um comentário negativo ou postar uma foto constrangedora pode acabar com sua imagem e também a da empresa. Existem muitas histórias de pessoas que falaram coisas erradas e acabaram perdendo seus empregos, por exemplo.

Desta forma, tome sempre cuidado com o que posta. Não é proibido de vez em quando compartilhar a foto de uma viagem. Mas tente sempre manter um nível mínimo de profissionalismo em sua página.

domingo, 15 de março de 2015

O que são Hashtags?

Antigamente, o símbolo # (também chamado por nós de “jogo-da-velha”) era usado apenas em algumas situações especiais, como nas artes gráficas. Mas então veio o Twitter e transformou este símbolo mundano em uma sensação online. Hoje, se você está no Twitter, Instagram, Pinterest, Google+, YouTube ou Facebook, você simplesmente não tem como evitar a presença das #hashtags.
Para o iniciante nas redes sociais, as hashtags podem ser algo confuso e inútil à primeira vista. Mas se você entender o seu propósito e aprender a usá-las, as hashtags são uma ferramenta poderosa para ajudá-lo a envolver o seu público-alvo e aumentar o reconhecimento da sua marca.

O Que É Uma # Hashtag?
O hashtag é uma palavra-chave precedida pelo símbolo #, que as pessoas incluem em suas mensagens. Essencialmente, ela faz com que o conteúdo do seu post seja acessível a todas as pessoas com interesses semelhantes, mesmo que eles não sejam seus seguidores ou fãs. Por exemplo, digamos que você seja um fã da Apple e que você esteja pensando em comprar um iPhone 5. Ao pesquisar por “#iPhone5″ em qualquer rede social irá mostrar os posts e fotos de todos os usuários que usaram “#iPhone5″ em suas mensagens. As hashtags aparecem como links clicáveis quando usadas em mensagens, bastando clicar sobre elas para ver todos os resultados relevantes.

Como As Hashtags Ajudam A Promover Meu Negócio?
Assumindo que o seu perfil nas redes sociais seja público, usar hashtags faz com que as suas mensagens sejam visíveis para qualquer um que compartilhe o seu interesse. Isso faz com que os seus posts não fiquem mais limitados à apenas seus seguidores – o seu conteúdo será acessível a todos os interessados. Escolher a hashtag certa irá ampliar enormemente o alcance das suas mensagens para milhares de potenciais seguidores, fãs ou clientes.

Criando Uma Hashtag Eficaz
Para criar uma hashtag, tudo o que você precisa fazer é juntar um # e uma palavra-chave relevante. Você pode inserir hashtags em qualquer lugar em suas mensagens: frente, meio ou fim. Algumas pessoas gostam de colocar as suas hashtags no meio dos posts, enquanto outros preferem inseri-las no final – o resultado é o mesmo, desde que suas hashtags sejam relevante.
As hashtags são poderosas, quando usadas sabiamente. Nada afasta as pessoas mais do que um post confuso e com hashtags em excesso ou muito longas, como #VejaSóOQueEuTomeiDeCaféDaManhã. Como regra geral, no Twitter não se usa mais do que uma ou duas, mas no Instagram dá pra usar 4 ou 5 hashtags sem problemas.

As Hashtags São Todas Iguais?
No formato sim, mas elas variam de acordo com o conteúdo e o seu uso. Costuma-se dividir as hashtags em 3 tipos básicos:

Hashtags de Conteúdo: Se você é totalmente novo no mundo das hashtags, em primeiro lugar considere usar hashtags que se relacionam diretamente com a sua marca, produto ou serviço. Hashtags de conteúdo irão expor a sua marca para muitos clientes em potencial, que antes não eram familiarizados com a sua marca. Se você possui uma confecção de roupas, usar hashtags como #camisetas ou #moda irá expor o seu negócio para pessoas que ainda não o conhecem.

Trending Hashtags: Outra ótima maneira de aumentar a visibilidade da sua marca é usar as hashtags existentes e que estão na moda (isso é, que estão “trending”). Mas antes de usar uma dessas hashtags, tenha certeza de que a sua mensagens realmente está agregando valor à conversa existente. Se seu post não agrega valor, ele será ignorado e, até mesmo, poderá ser considerado spam. Se, contudo, o seu post é informativo, engraçado ou viral, ele será compartilhado por outros usuários e isso irá ampliar o alcance da sua marca.

Hashtags Originais: Às vezes, o problema com o uso de hashtags genéricas ou populares é que seus posts podem se perder no meio de centenas de mensagens que estão usando as mesmas hashtags. Por isso, é uma boa ideia criar suas próprias hashtags, específicas para o seu negócio ou sua marca. Elas poderão ser usadas em campanhas específicas (para uma promoção especial) ou então como forma de fortalecer as suas campanhas de marketing regulares (usadas em todos os seus canais sociais, sempre que relevante).

Então, o que você está esperando? Comece a aproveitar o poder das hashtags e amplie o seu alcance a milhões de seguidores e clientes em potencial!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dispositivo em sapato gera energia com força dos passos

Por BBC - Paul Rincon


Pesquisadores alemães construíram dispositivos no formato de um sapato que produzem energia a partir dos passos. A tecnologia pode ser utilizada para alimentar sensores eletrônicos portáteis sem a necessidade de baterias.

Há dois dispositivos separados: um que gera energia quando o calcanhar toca o chão e outro que produz energia quando o pé está balançando. Detalhes dos aparelhos foram divulgados na publicação Smart Material and Structures.

"Tentamos ligar um transmissor sem fio e alimentar um sensor simples", disse Klevis Ylli, do HSG-IMIT, um centro de pesquisa em Villingen-Schwenningen, na Alemanha.

"Estamos trabalhando num aplicativo de navegação interior, ou seja, sensores dentro do sapato que medem a aceleração do pé, a velocidade angular - se você está rodando o pé ou não - e do campo magnético".

"A partir dos dados destes sensores, você pode calcular o quão longe viajou e em que direção. Então, imagine uma unidade de resgate entrando num prédio desconhecido. Eles poderiam, então, acompanhar o caminho que seguiram em seu dispositivo portátil."
Di
Ambos os dispositivos geram energia explorando o movimento entre ímãs e bobinas. À medida que o campo magnético de um ímã em movimento passa por uma bobina estacionária, uma tensão é induzida e uma corrente elétrica é gerada.

A energia gerada é ainda relativamente baixa - não é suficiente, por exemplo, para recarregar um smartphone. Mas é o bastante para carregar pequenos sensores e transmissores, abrindo um leque de novas aplicações.

Os dispositivos representam uma troca entre a geração de energia, tamanho e outros fatores limitantes. Ylli diz que o dispositivo oferece algumas vantagens importantes.

"Algumas abordagens do passado, por exemplo, tentaram usar uma alavanca embaixo do sapato para alimentar uma caixa de velocidade e um gerador elétrico, como usado em algumas lanternas. Eles poderiam gerar até 250 mW, mas eram enormes, pesados e tinham partes fora do sapato", disse Ylli à BBC.

"A energia gerada é relativa ao tamanho, mas se você quer ser capaz de integrar razoavelmente tal dispositivo dentro de uma sola de sapato, você tem de trabalhar com restrições rígidas, como uma pequena altura e comprimento limitado do dispositivo".

"Acreditamos que construímos dispositivos comparativamente pequenos, considerando a energia produzida".

Os dispositivos poderão funcionar também como a base de um mecanismo que amarra os sapatos automaticamente e que poderia ser usado por idosos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Aniversário do Blog

Hoje comemoro 5 anos no ar! Agradeço aos mais de 38.000 acessos ao meu blog, que tem como finalidade compartilhar notícias sobre tecnologia da maneira mais simples possível.
Mais um ano está se iniciando e temos que renovar nossas esperanças e termos fé. Fé também na tecnologia que encurta as distâncias, que incrementa a educação expandindo o conhecimento, que ajuda a salvar vidas e a melhorar a qualidade de vida de tantos. Como diz a letra de uma canção, "fé no homem, fé na vida, fé no que virá"! 
Obrigado a todos e um excelente 2015!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Boas Festas


"Luzes, cores e muita sensibilidade. Esses são os ingredientes para uma receita infalível de decoração para sua noite feliz. Por exemplo, esses curiosos enfeites feitos com CDs e placas de circuito reciclados. Eles podem ser comprados em lojas da Inglaterra por aproximadamente 3 libras cada. Infelizmente, não encontramos entregas para o Brasil. Mas você pode se inspirar para criar seus próprios enfeites reciclados." - (Manuela Menezes do Greenstyle - http://greenstyle.com.br/2010/decoracao-natalina-com-materias-reciclados/)

É Natal! É nascimento! É renascimento!
Mais um ano está terminando e uma nova jornada irá começar em breve.
Que nesta jornada renasçam a amizade, as ideias e os ideais, o amor ao próximo e à natureza. E que a tecnologia e suas genialidades sejam uma ferramenta nesta renascença.
Feliz Natal e um Ótimo Ano Novo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Governo usará software contra crimes de ódio na internet

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) anunciou segunda-feira (15) a utilização de uma ferramenta que vai mapear a ocorrência de crimes de ódio na internet.

O software vai coletar dados e identificar redes que se reúnem para fazer ofensas a grupos de pessoas.
A ferramenta será o pilar das atividades do Grupo de Trabalho Contra Redes de Ódio na Internet, criado em novembro para monitorar e mapear crimes contra direitos humanos nas redes sociais.

"A gente tem acompanhado e se preocupado com o crescimento desses crimes de ódio, que são incentivados e divulgados na internet. Já está mais do que na hora de a gente criar mecanismos para rastrear e retirar isso da rede", disse a ministra da SDH, Ideli Salvatti, à Agência Brasil.

Ela citou o caso de uma mulher que, em maio, foi espancada até a morte por moradores de Guarujá, em São Paulo, após um falso rumor ter se espalhado nas redes sociais de que ela praticava rituais de magia negra com crianças.

Com base nas informações coletadas pelo software, o grupo de trabalho, cuja reunião de instalação ocorreu ontem (15), poderá encaminhar denúncias ao Ministério Público ou à Polícia Federal.

Três casos já estão sendo analisados, com base em denúncias recebidas pela ouvidoria da SDH. (...)
(...) dois casos tratam de um site nazista e outro que prega a violência contra mulheres. "Vamos documentar, avaliar os três casos e, na quinta-feira [18], devemos dar os encaminhamentos cabíveis, no sentido de tirar do ar, encaminhar para inquérito da Polícia Federal ou para providências do Ministério Público Federal", explicou Ideli.

sábado, 8 de novembro de 2014

Garoto de 13 anos cria impressora de braile a partir de peças de Lego


Um adolescente de 13 anos da Califórnia nos Estados Unidos, desenvolveu uma impressora de braile - sistema de leitura pelo tato usado por deficientes visuais - e obteve financiamento da empresa Intel para levar a invenção para o mercado.

A Intel não revelou a quantia que está sendo dada a Shubham Banerjee, mas a agência de notícias Reuters afirmou que a soma gira em torno "de algumas centenas de milhares de dólares".
O adolescente chamou a atenção depois de apresentar, na Casa Branca, um protótipo da impressora de braile feito com blocos de Lego, quando tinha apenas 12 anos.
Até o momento, a companhia de Banerjee, a Braigo Labs, contava apenas com um capital de US$ 35 mil, dado pelos pais do adolescente, para transformar o que originalmente era um projeto para a feira de ciências da escola em uma start up do Vale do Silício.
Além de Lego, o protótipo continha peças compradas em uma loja de material de construção.
Os usuários usavam um teclado acoplado à impressora para digitar o texto, e a máquina o convertia para braile em um rolo de papel.
A invenção rendeu vários prêmios a Banerjee e a participação na feira Maker Faire, realizada na Casa Branca, em Washington, com a presença do presidente Barack Obama.
Peças 3D
Desde a participação na feira em Washington, Banerjee aperfeiçoou a invenção, usando um chip barato da Intel, o Edison, e peças fabricadas em uma impressora 3D.
A nova versão "consome menos energia e permite, no futuro, o uso de baterias em lugares remotos do mundo", disse Banerjee em setembro, quando mostrou seu projeto em um evento da Intel.
"As habilidades do (chip) Edison me possibilitaram criar uma série de usos que eu não tinha previsto. Por exemplo: quando acordamos, vemos as notícias em nossos smartphones. Com o chip, dá para programar (a impressora) de forma que as manchetes da CNN sejam impressas automaticamente todas as manhãs", disse.
Sua expectativa é a de que o modelo comercial, se produzido em massa, seja vendido por cerca de US$ 350 (cerca de R$ 880), mais barato do que as impressoras de braile existentes no mercado.
Apesar do sucesso precoce - Banerjee é um dos mais jovens empreendedores de tecnologia de que se tem notícia -, ele não vai se dedicar integralmente ao projeto por enquanto.
"É algo que faço depois da escola", disse ele à Reuters.

Imagem: Reuters

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Little Sun

Difícil conceber que em pleno século 21, quando muitos de nós não conseguimos mais imaginar nossas vidas longe de tablets, smartphones ou redes sociais, cerca de 1,2 bilhão de pessoas ainda não tem acesso à eletricidade no mundo. A maior parte delas vive na África, mas sabemos que aqui mesmo no Brasil, ainda há muita gente – principalmente nas regiões Norte e Nordeste, sem energia.
Em muitos destes lugares, a única maneira de ter luz em casa é usando lampiões de querosene. Todavia, além de ser caro e inflamável, ele é extremamente tóxico. Respirar o ar de uma noite iluminada com lampião de querosene é equivalente a fumar dois maços de cigarro. E pensar que muitas crianças o usam diariamente para poder, por exemplo, fazer a lição de casa.
Para dar fim a esta situação e levar luz a quem precisa, o artista Olafur Eliasson e o engenheiro Frederik Ottesen criaram a linda flor amarela que você ve nestas fotos: a Little Sun. A pequena lâmpada LED portátil, recarregável com energia solar, foi criada para ser uma fonte limpa, confiável e de baixo custo para comunidades pobres e sem acesso à eletricidade. “A luz é para todos – ela determina o que fazemos e como o fazemos”, afirma Olafur.
Mas este não é um projeto filantrópico. A Little Sun não é doada. E esta é justamente a parte mais bacana da iniciativa. Explico. Este é um negócio social. Ele visa a geração de renda através da criação de novos empregos e a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Atualmente a lâmpada solar é comercializada em pontos de venda na Europa e Estados Unidos. Nestas regiões, onde há fácil acesso à eletricidade, a Little Sun é vendida por preços mais caros (custa 22 euros na Europa). Todavia, a empresa faz parceria com estes revendedores para que tenham uma margem de lucro mínima.
O dinheiro restante é usado na abertura de pequenas lojas na África, onde comerciantes locais vendem a lâmpada por um custo bem mais acessível. Com este investimento social, a Little Sun gera renda, ao mesmo tempo em que leva eletricidade para mais famílias. A cada 5 horas de recarga solar, a lâmpada gera luz leve suficiete para 10 horas ou forte para durar por 4 horas.
A Little Sun já é distribuída em oito países do continente africano: Etiópia, Uganda, Quênia, Burundi, Senegal, África do Sul, Nigéria e Zimbabue.
O impacto social é enorme. Confira o resultado os números até agosto de 2014:
- 85 mil lâmpadas vendidas nos países sem acesso à energia;
- 290 mil pessoas beneficiadas;
- 200 comerciantes aderiram ao projeto;
- 4.200 toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas;
- US$ 1.520 bilhão foi economizado com a redução de despesas com energia off-grid nestas famílias.
No começo deste ano, o projeto social recebeu um importante e valioso apoio. A organização Bloomberg Philanthropies, do ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, fez um investimento de US$ 5 milhões na iniciativa.
Little Sun é uma solução sustentável, que promove o desenvolvimento social. A linda flor amarela que Frederik Ottesen e Olafur Eliasson conceberam quer fazer muito mais do que simplesmente iluminar. Ela quer erradicar a pobreza e garantir saúde, educação, equidade de gêneros e sustentabilidade para todos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Impressão 3D





Você já deve ter ouvido falar sobre impressoras 3D, mas provavelmente ainda não tem uma em casa. Entusiastas garantem, no entanto, que isso vai mudar em breve: essas máquinas estão se popularizando e promovendo mudanças profundas no mercado ao oferecer uma escolha entre produção em massa e customização, entre indústria e manufatura. Mais do que isso: a impressão 3D estreita a fronteira entre virtual e físico, mundo digital e mundo real.

O setor está deixando de ser apenas um hobby de poucos para se expandir a um mercado corporativo amplo, que engloba desde quem deseja apenas experimentar o que uma impressora 3D pode fazer até aqueles que desenvolvem produtos bastante específicos. O foco ainda são os consumidores – devido, principalmente, à capacidade de personalização dessas máquinas, mas também à sua baixa disseminação até 2012.

Nos últimos anos, alto preço e dificuldade de manuseio afastavam os interessados, mas isso está mudando. Com alguns dos últimos modelos, criar o produto que você quiser é apenas uma questão de gerar (ou baixar) um modelo de design virtual; modificá-lo, se for preciso, para adequar o objeto ao seu gosto, e então enviar o arquivo para ser impresso. Tão fácil quando imprimir uma foto. É como mágica.

Assista ao vídeo de um modelo para uso doméstico:


domingo, 21 de setembro de 2014

1 bilhão de websites


A internet acaba de chegar a um marco histórico. Em setembro deste ano o mundo passou a ter 1 bilhão de sites na web. A informação foi divulgada pelo Internet Live Stats, que analisa o crescimento da web no mundo.

O Internet Live Status não indica qual foi o dia que o bilionésimo site foi criado, mas a estimativa é que o número tenha sido atingido no início deste mês. Apesar da quantidade expressiva, o Internet Live Status avisa que aproximadamente 75% dos endereços na web estão inativos.

“Isso é normal. E 250 milhões de sites ativos são uma enormidade. Aqui no Brasil ainda há claras dificuldades, por questões de conjuntura e estrutura, como a banda larga em baixa velocidade. Mas também estamos no mundo virtual de maneira ativa, cada dia mais”, disse Gabriel Rossi, especialista em marketing digital.

O bilionésimo site não foi apontado pelo Internet Live Status, que pretende descobrir quem é o responsável por atingir o marco, para, então, avisar ao dono. A internet como nós a conhecemos foi criada há apenas 25 anos com a criação de um sistema de hyperlinks que permitiram a popularização da world wide web (www). Até então, o uso da rede era restrito para pesquisadores e militares.

O criador do www, Tim Berners-Lee é hoje um militante da internet livre e viaja pelo mundo dando palestras por uma melhor governança da rede, hoje centralizado no órgão ICANN, nos EUA. Ele também é entusiasta do Marco Civil da Internet no Brasil e pensa em criar um documento global tendo como base esse conjunto de leis brasileiros.

Por Paulo Floro

domingo, 7 de setembro de 2014

Palitinho que 'detecta' comida estragada


Palitinhos eletrônicos supostamente capazes de detectar se a comida está estragada ou contaminada foram lançados nesta semana na China, pela empresa de tecnologia Baidu.
A companhia, famosa na China por seu site de buscas, diz que uma das habilidades dos palitinhos é identificar a temperatura do óleo da comida e se ele está apto ao consumo.
Alimentos em más condições sanitárias são uma grande preocupação na China, após vários escândalos de comida estragada. Em 2008, lotes de leite contaminados com a substância melamina causaram a morte de seis crianças e adoeceram 300 mil pessoas.
E essa se preocupação se estende ao óleo de cozinha: no ano passado, mais de cem pessoas foram detidas no país por peneirarem óleo usado de restaurantes e vendê-lo como se fosse novo.
Em um vídeo de promoção dos novos palitinhos, a Baidu mostra-os medindo a temperatura de diversas refeições, bem como nutrientes presentes nelas e sua validade.
Eles também analisam a quantidade de sal, para ajudar os usuários a monitorar seu consumo diário de sódio. Os resultados das medições podem ser vistos nos smartphones ou computadores dos usuários.
No entanto, não se sabe se os "palitinhos inteligentes" serão produzidos em escala comercial. A Baidu fez, por enquanto, apenas alguns protótipos, segundo seu porta-voz.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O que é phablet?


Phablet é um termo utilizado para identificar uma mistura de telefones com tablets, sendo que a criação foi realizada com algumas empresas que investiram na fusão destes dois equipamentos eletrônicos para que o mesmo pudesse suprir diferentes tipos de necessidades ou desejos.

Em suma, pode-se dizer que um phablet é um aparelho que possui as mesmas funções de um smartphone, porém sua tela é do tamanho de um tablet, ou seja, ao invés de um celular comum, a tela do equipamento é pouco maior, o que possibilita maior visibilidade de textos e fotos, além de resolução que costumeiramente também é mais avançada.

Entrada no dicionário

A popularidade do termo phablet já é tanta que a palavra entrou para o dicionário, assim muitos deles, principalmente os mais atualizados ou aqueles virtuais que recebem informação a todo instante, já possuem a definição da palavra.

Surgimento dos phablets no mercado

Ainda que os phablets pareçam somente uma melhoria dos smartphones ou tablets, os mesmos não surgiram há muito tempo, sendo que a Samsung foi uma das primeiras empresas à desenvolver estes tipos de equipamentos para suprir as necessidades e desejos de seus consumidores.

A linha que melhor enquadra-se na definição indicada é a do Galaxy S4, sendo que o modelo de smartphone é muito semelhante ao tablet em relação ao tamanho, proporcionando benefícios e vantagens aos compradores.

Muitas outras empresas já estão desenvolvendo seus phablets, pois, ainda que muitos julguem-nos como não muito funcionais devido à portabilidade, é possível utilizados tanto para a vida pessoal, quanto profissional, tornando-se um equipamento útil e que pode favorecer o consumidor que apostar na novidade.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Dia da Informática

Há exatos 68 anos surgia o ENIAC, um dos computadores mais importantes para a história da informática, criado em 1946. Sua relevância foi tão grande que a data de 15 de agosto celebra o Dia da Informática.

Acrônimo de Computador e Integrador Numérico Eletrônico, o ENIAC foi desenvolvido por dois cientistas norte-americanos chamados John, o Mauchly e o Presper Eckert, ambos da Universidade da Pensilvânia.

O projeto começou em 1943 e a ideia era que o computador fosse usado para fins militares pelo Exército dos Estados Unidos, que estava envolvido com a Segunda Guerra Mundial.

Era um nível tecnológico inimaginável para muita gente. Funcionando a uma velocidade 1 mil vezes superior ao alcançado pelas máquinas da época, o ENIAC ganhou até o apelido de "cérebro gigante".

Hoje, é claro, os 5 mil cálculos que ele fazia por segundo não são sequer comparáveis aos quatrilhões de operações que o supercomputador chinês Tianhe-2 alcança no mesmo tempo - é o mais potente do mundo, atualmente.

É importante observar, porém, que o ENIAC não é necessariamente o primeiro computador da história. O alemão Konrad Zuse desenvolveu, em 1936, o Z1, primeiro computador eletromecânico da história, que conseguia realizar cálculos e exibir a solução em uma fita perfurada. A máquina era gigantesca e pesava quase 500 kg e fazia apenas adições, subtrações, multiplicações e divisões, além de cálculo de raiz quadrada. Pouco depois, ele criou o Z3, a primeira máquina totalmente automática e programável.

Por muitos anos, a "paternidade" do computador ficou com John Mauchly and John Eckert, o que foi contestado ao longo dos anos. Com a controvérsia, o computador foi considerada uma invenção de domínio público.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Project Zero


A Google anunciou o lançamento do Project Zero, que pretende reduzir ao máximo a influência de ataques maliciosos na internet mundial. Trata-se de um programa voltado à segurança digital não somente dos serviços que fazem parte da companhia de Mountain View, mas de toda a rede. A Google diz que a motivação disso está no fato de que todos deveriam poder usar a internet sem medo de atividades criminosas ou monitoramento indevido.

Segundo relatos do The Next Web, a Google já investia muito dinheiro em segurança digital e parte dos investimentos do Project Zero vem de fundos já existentes. Também foi revelado que muitos funcionários já dedicavam parte de seu tempo para o aumento da segurança digital, mas que agora existe uma equipe 100% dedicada a isso — incluindo alguns dos hackers mais competentes que a internet pode conhecer. A própria empresa revelou em um comunicado:

“Nosso objetivo é reduzir significantemente o número de pessoas atingidas por ataques. Nós estamos contratando as melhores mentes voltadas às pesquisas de segurança, que terão 100% do seu tempo sendo utilizado para melhorar a segurança ao redor da internet!” A Google ainda deixa claro que não existem limites quanto às pesquisas, pois o foco está exclusivamente na proteção dos usuários.

Sempre que uma vulnerabilidade for encontrada, ela será reportada aos responsáveis pelo site ou pelo aplicativo. Assim que estiver pública, essa vulnerabilidade já deve estar com a correção disponível. Em resumo, o Project Zero pretende permitir que os consumidores estejam protegidos dos problemas antes mesmo que os hackers saibam que eles podem ser explorados — descobrindo bugs com ainda no "Zero-Day". Será que você vai ficar mais seguro com tudo isso?

  • The Next Web
  • Wired
  • terça-feira, 8 de julho de 2014

    BIBLIVRE 4.0

    SOFTWARE LIVRE DE ÚLTIMA GERAÇÃO PARA AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS 

    O Biblivre 4.0 é gratuito, possui novas funcionalidades e um código completamente novo.

    VERSÃO INTERNACIONAL DO BIBLIVRE 4.0

    No dia 07 de julho de 2014, estará no ar a mais nova versão internacional do Biblivre IV, servidor Marc 21 Z 39.50 e demais características do programa. Sob a coordenação de Ubaldo Miranda, o software será disponibilizado no site www.biblivre.org.br que já contém informações técnicas e de contato.

    Lançado também em português, inglês e espanhol para que bibliotecas do mundo inteiro possam utilizá-lo, como fizeram com o Biblivre 3.0, esta é a quarta versão do programa. É um software livre, ou seja, totalmente gratuito, capaz de proporcionar a informatização de bibliotecas dos mais variados portes, propiciando a comunicação entre redes eletrônicas com o uso de recursos das tecnologias das redes existentes nas bibliotecas mais modernas do mundo, e facilitando a vida dos bibliotecários e a inclusão digital do público usuário.

    Este novo software possui, entre as novidades, um módulo digital que disponibiliza a leitura e a impressão de livros de domínio público. No módulo, estão catalogados milhares de obras sobre diversos assuntos. A nova versão conta com uma capacidade de armazenamento muito maior que a versão anterior. O Bibilivre 4.0 possui multibibliotecas, que é a possibilidade de gerenciar várias bibliotecas ao mesmo tempo. Isso não acontecia na versão passada.

    Serão distribuídos mil CDs com manual para a instalação do software entre as bibliotecas públicas do Rio de Janeiro e do Brasil. O software é desenvolvido pela SABIN (Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional) e conta com o apoio do MinC, Organização Pedro I, ORDEC e FBN, com patrocínio exclusivo do Itaú Cultural. 

    O que caracteriza o Biblivre 4.0, além da internalização, são as melhorias, as novas funcionalidades que foram implantadas nesta versão. “Se uma pessoa quiser acessar, através do Biblivre, uma outra biblioteca que disponibilize seu catálogo, terá o acesso mais facilitado. Com este novo programa, o usuário pode acessar várias bibliotecas do mundo, simultaneamente”, afirma Ubaldo Miranda, coordenador do projeto.

    Com o Biblivre, o usuário também pode disponibilizar obras digitais. Para isso, a biblioteca precisa ter a autorização do autor ou a obra ser de domínio público. Por exemplo, um escritor do interior do Brasil, que tenha dificuldade de acesso à mídia e/ou não possa financiar seu próprio livro, pode divulgar sua obra, disponibilizando-a na biblioteca de sua cidade através do programa. O Biblivre é, na visão de Miranda, uma forma de difundir cultura e promover a inclusão social.

    O software alcançou tamanha dimensão que serviu de trabalho de monografia da aluna Monique Araújo Santos, do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da UFRJ. Além disso, foi questão de provas no concurso público de bibliotecárias da Fundação Osvaldo Cruz.
    Também chamado de Biblioteca Livre, o software está sendo utilizado nas bibliotecas públicas e privadas de todo o Brasil e em algumas no exterior como as que foram cadastradas nos Estados Unidos, Portugal, Holanda, Albânia, Angola, Moçambique entre outros. 

    Nesta versão 4.0 o usuário pode reservar à distância seu livro em alguma biblioteca sem nenhum problema.

    O Biblivre desde a sua versão inicial, tem enfocado as rotinas e sub-rotinas das bibliotecas, tais como: a busca; o acesso e a circulação do acervo; a catalogação de material bibliográfico, de multimídias e objetos digitais, inclusive com importação de registros de catalogação gerados em outras bibliotecas; o controle de autoridades e de vocabulário; além de rotinas do processo de aquisição de novos itens para o acervo.

    O software possui linguagem Java e compatibilidade com protocolo Z39.50 e é executado em ambiente Web 2.0, o que o torna mais dinâmico para o usuário, com buscas mais rápidas.

    AS NOVIDADES DA VERSÃO 4.0 SÃO AS SEGUINTES

    Um código completamente novo; 
    Software mais estável e mais rápido;
    Novo módulo de reserva; 
    Nova funcionalidade multibibliotecas; 
    Nova funcionalidade de relatórios; 
    Novo servidor Z39,50, mais estável e mais rápido; 
    Novo layout.


    OUTROS MÓDULOS E FUNÇÕES JÁ EXISTENTES NO SISTEMA


    Módulo para publicação de obras digitais — Foram acrescentadas funcionalidades para incluir obras digitais durante a catalogação e funcionalidades para acessar obras digitais no módulo de pesquisa.
    Módulo para manter bases de autoridades e editoras — Foi criado um novo módulo para catalogar autoridades (autores) e editoras e incluída a funcionalidade de pesquisar esta base no módulo de pesquisa.
    Módulo para manter as bases de Assuntos/Tesauro — Foi criado um novo módulo para manipular uma base de palavras-chave, conhecida também como vocabulário controlado ou tesauro. O projeto deste módulo, chamado de Tesauro, baseia-se no padrão ANSI/NISO Z39.19-2005, um padrão internacional para este tipo de funcionalidade.
    Uso de várias bases na pesquisa no acervo (simples, avançada, distribuída) — Seguindo a experiência da comunidade de biblioteconomia, a base bibliográfica do Biblivre passou a ser indexada por tipo de material, o que fornece ao utilizador uma visão de várias bases isoladas, que também podem ser combinadas para a realização de uma pesquisa.
    Formulários especializados para outros materiais — Complementando a divisão da base bibliográfica em tipos de materiais, foram desenvolvidos formulários para permitir a catalogação e a pesquisa de livros, panfletos, teses, periódicos, além de material iconográfico, audiovisual, música, partituras, cartografia, manuscritos e objetos 3D.
    Acesso simultâneo a vários servidores Z39.50 — Foi acrescentada a possibilidade de realizar pesquisa simultânea a vários servidores Z39.50, permitindo o estabelecimento de uma forma de federação entre várias bibliotecas dotadas deste serviço, como é o caso do próprio Biblivre e de outros projetos internacionais, como o TEL – The European Library (http://www.theeuropeanlibrary.org).
    Novo serviço para acesso às bases bibliográficas do Biblivre, através do protocolo SOAP, seguindo os padrões conhecidos como WebServices (http://www.w3.org/2002/ws/Activity) — A finalidade deste serviço é permitir que terceiros desenvolvam clientes para acessar as bases do Biblivre a partir de seus próprios sistemas e programas, como por exemplo, sites em PHP e programas escritos em Visual Basic ou em Delphi.

    Em 2006, atendendo a excelente recepção dada ao sistema Biblivre e considerando a realimentação dada por seus usuários, foi proposto um novo projeto ao PRONAC, que visava acrescentar novos recursos ao Biblivre e produzir a versão 2.0. No final de 2006, o projeto Biblivre II, passou a contar com o apoio oficial da Fundação Biblioteca Nacional e com o patrocínio integral da Fundação Itaú Cultural.

    Fonte: Maria Fernanda Gurgel - Assessoria de Imprensa

    terça-feira, 24 de junho de 2014

    Idosos internautas compõem grupo que mais cresce nas redes



    Presença nas redes é alternativa para fugir do isolamento do mundo real

    POR O GLOBO

    RIO - Zezé Teixeira não consegue ficar um dia sem entrar no “Face”, como chama a maior rede social do mundo. Se vai a uma festa, registra o evento no ato pelo site. Se algo diferente acontece na sua rotina, é lá que conta ao mundo. Quando precisa conversar com amigas e familiares, adivinhe o que ela faz. Zezé tem 83 anos e nem de longe é caso único na sua geração. Ela integra um grupo de pessoas que apresenta as taxas mais aceleradas de inclusão digital. Se se toma uma faixa maior, dos brasileiros com 50 anos ou mais, a evolução no número de conectados é gigantesca: entre 2005 e 2011, o salto foi de 222,3%, de 2,514 milhões para 8,101 milhões, tornando-os 18,4% de todos os internautas do país. Vale lembrar que a população de 50 anos ou mais era de 39 milhões, o que deixa espaço para um crescimento muito maior. Os dados são da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE.

    — Gosto de conversar e de escrever, então gosto muito da interação pela rede. Adoro quando as pessoas compartilham, curtem ou comentam algo que publiquei — descreve Zezé, mãe de seis filhos, tia de 14 sobrinhos e avó de seis netos, que vive em Niterói, no Grande Rio. — Quando preciso me distrair ou falar com a família, vou para o “Face”, e pronto.

    Ainda que admita ter dificuldades no uso do computador, a aposentada nega se sentir desestimulada. A cada “curtida” que recebe, a animação aumenta:

    — A interação acaba sendo uma motivação muito boa para mim, faz com que eu me sinta melhor.

    Além da Pnad, diferentes pesquisas comprovam o espantoso crescimento na conexão de não nativos digitais. A última TIC Domicílios do Comitê Gestor da Internet (CGI), que mede o uso das tecnologias da informação e comunicação nas residências brasileiras, indica que o país ganhou 2,8 milhões de novos usuários de internet com 45 anos ou mais em apenas um ano, entre 2011 e 2012. Desses, 1,7 milhão são novos usuários de redes sociais — um percentual de crescimento de 17% no período.

    Lá fora, a tendência se repete. Em 2013, um levantamento do Centro de Pesquisas Pew, nos EUA, indicou que a faixa de usuários com mais de 65 anos foi a que mais teve crescimento nas redes sociais do país — um aumento de 10% em só um ano —, e 45% desse público já era usuário contumaz da rede por lá.

    — Se você refletir sobre as redes sociais, é possível considerá-las uma espécie de porta de entrada para o ambiente digital, pois são mais fáceis de usar. Por isso são tão utilizadas por pessoas de todos os segmentos, inclusive os mais velhos — afirma Winston Oyadomari, analista de pesquisas do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação do CGI (Cetic.br).

    Menos jovens na maior rede social

    O fenômeno contrasta com a perda de interesse dos mais jovens pelas redes tradicionais: a mesma pesquisa do Pew indica que, em 2013, o Facebook, especificamente, sofreu uma redução, em apenas um ano, de dois pontos percentuais no seu número de usuários entre 18 e 29 anos, o que os levou de 86% para 84% do total.

    Quanto ao uso das tecnologias móveis, um levantamento conduzido este ano pelo site de cupons de compras Voucher Cloud, com 2.241 americanos entre 50 e 75 anos, revela que 71% dos entrevistados se sentem confortáveis utilizando smartphones e tablets.

    O carioca Sérgio Santos tem apenas 52 anos e não enfrenta, portanto, a estranheza que os idosos têm ao conhecer tantos dispositivos contemporâneos. Tampouco é um nativo digital. Numa espécie de fronteira geracional, ele incorporou radicalmente a tecnologia ao dia dia. Dono de um tablet e de um smartphone, usa o Facebook constantemente:

    — A tecnologia tem um papel central na minha vida, mas não é uma dependência. Uso para pesquisas, para consumir conteúdos, para trabalhar e, nas redes sociais, comunicar-me com conhecidos e familiares. Estou sempre conectado, até na casa de praia.

    Para Gina Páscoa, doutoranda da Universidade de Lisboa especializada no uso de tecnologia de informação e comunicação por idosos, não há dúvida de que uma parcela crescente deles vem atentando para a necessidade de se incluir digitalmente.

    — A maior parte das pessoas desse segmento não contou com essas ferramentas nas suas vidas, mas hoje conhece a dimensão e a utilidade das mesmas. E essa faixa etária não quer ficar à margem dos avanços, quer acompanhar os mais novos.

    O envelhecimento global da população tem muito a ver com isso.

    — Esse envelhecimento tende a ser ativo, positivo e saudável, onde a aprendizagem é uma constante. As redes sociais e as tecnologias fazem parte dele — pondera a pesquisadora.

    Instrutora de um Centro de Internet Comunitária (CIC) da Prefeitura do Rio na Tijuca, Margarete Serber diz observar de perto o interesse crescente dos mais velhos pela tecnologia:

    — A maioria das pessoas que frequentam o nosso espaço tem mais de 50 anos. São eles que mais procuram as aulas para aprender a mexer no computador, especialmente por causa das redes sociais. Tenho alunos com 80 anos, que chegam sem noções básicas de informática mas já perguntam pelo Facebook.

    Após aprofundar os seus conhecimentos em um CIC carioca, Vilma de Moura, de 75 anos, passou de aluna a “mestre”.

    Para Henrique Teixeira Gil, professor adjunto na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, em Lisboa, alguns dos principais obstáculos que os mais velhos têm para o uso da tecnologia ainda são a falta de competências digitais na formação e a pouca exposição às tecnologias da informação:

    — Muitos não se sentem à vontade em experimentá-las, têm medo de “estragar”, de errar, de não conseguir usar.

    Para ultrapassar essas barreiras, o professor ressalta a importância de programas e iniciativas públicas que visam à inclusão digital dos mais velhos, com planos de atividades que levem em consideração particularidades, interesses e necessidades deles.

    Fórmula para reduzir o isolamento

    Uma vez vencidos os obstáculos iniciais, não há dúvida sobre os benefícios que a tecnologia proporciona. É o que afirma Tom Kamber, diretor executivo da ONG americana "Older Adults Technology Services" (OATS), que desenvolve ações e programas de inclusão digital para a terceira idade nos Estados Unidos:

    — A tecnologia é uma ferramenta fantástica para a comunicação. Quando usada pelos mais velhos, é notável o poder que ela tem de aumentar a sua inclusão social e reduzir o seu isolamento. Além disso, é uma fonte inesgotável de informações e serviços que podem facilitar a vida dessas pessoas, levando conveniências e benefícios ao dia a dia e à saúde.

    Apelidada de “vovó do Facebook” pelos amigos da neta de 23 anos, devido ao uso que faz da rede, Iracema Thereza Zugliani, de 81 anos, atesta a importância da tecnologia para pessoas como ela:

    — Hoje em dia, as redes sociais e esses celulares inteligentes acabam sendo muito importantes para a comunicação com família e amigos. Além disso, é possível encontrar muita coisa interessante neles. Não podemos ficar para trás, é importante conhecer o que está levando o mundo.